Servidores e magistrados do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região e da Justiça Federal (JF) no Sul aprofundaram seus conhecimentos sobre planejamento estratégico na manhã de hoje (10/11), durante o curso Administração da Justiça, promovido pela Escola de Magistratura (Emagis) da corte. Os painelistas foram o desembargador federal Néfi Cordeiro, o diretor do Foro da Seção Judiciária do Paraná, juiz federal Nicolau Konkel Júnior, e o coordenador da Assessoria de Coordenação de Planejamento e Gestão (Aplang) do TRF, José Carlos Bonato. Na presidência da mesa, estava o desembargador federal João Surreaux Chagas.
Cordeiro explicou que o planejamento estratégico busca dar unidade às ações de uma instituição, precisa ser um trabalho coletivo e pensado a longo prazo. Por essas características, quando um novo presidente assume o tribunal, mesmo acrescentando traços pessoais à administração da corte, é necessário se adaptar a objetivos traçados anteriormente. Para concretizar o conceito de planejamento estratégico, o desembargador apresentou o plano que vem sendo executado no TRF.
Em seguida, Konkel Júnior afirmou que “a Justiça Federal se divide em antes e depois de 1993, ano em que começa efetivamente o processo de interiorização do Judiciário”, com maior impulso após a instalação, nos anos 80, das primeiras varas fora das capitais. Conforme demonstrou Konkel, a criação de varas em municípios do Interior aumentou o número de funcionários, magistrados e instalações da JF de forma exponencial, tornando mais complexo o gerenciamento dessa estrutura. “Agora não existe mais espaço para o amadorismo na gestão”, afirmou o juiz, complementando: “Liberar os diretores dos foros para tratar exclusivamente de questões administrativas demonstra a importância que a Região Sul confere ao assunto”. O magistrado ofereceu ainda um resgate histórico da evolução mundial do planejamento nas organizações.
O coordenador da Aplang, por sua vez, destacou a importância do curso para qualificar ainda mais o quadro de pessoal da corte, uma vez que, freqüentemente, funcionários públicos exercem atividades administrativas que estão além da formação acadêmica que possuem. “Alguém já viu concurso para diretor de departamento? Um servidor é aprovado para um cargo técnico, por exemplo, analista, e, à medida que se destaca, ganha tarefas de chefia e gestão”, disse o palestrante. Bonato falou a respeito das etapas que compõem um bom planejamento estratégico: planejar, organizar, liderar e controlar. Quando a última etapa estiver finalizada, o processo deve recomeçar, a fim de criar um ciclo de melhorias. De acordo com Bonato, é com esse objetivo que o planejamento estratégico do TRF está em constante reformulação.
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