Os três primeiros painéis do Congresso Internacional de Política Judiciária e de Administração da Justiça trouxeram profissionais de diversas áreas do conhecimento que propuseram reflexões sobre o Judiciário. Ainda na tarde de ontem (1º/9) o painel “Acesso e Efetividade da Justiça” trouxe as palavras de Mauriti Maranhão, da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, acerca da importância da unicidade do poder e os riscos que a fragmentação pode acarretar à administração. Nilton Leonel Arnecke Maria apresentou ao público as experiências da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul e enfatizou a importância da prestação extra-judicial do órgão como “multiplicador de cidadania”.
Na manhã desta terça-feira (2/9), dois painéis apresentaram reflexões sobre economia e política além do Judiciário. O painel “Poder Judiciário e Economia” contou com explanações do diretor-presidente da Estação Business School de Curitiba, Judas Tadeu Grassi Mendes, sobre a política econômica no Brasil e a importância do Judiciário na conjuntura social do país. A vice- presidente do Ibrajus, professora Cláudia Maria Barbosa, falou sobre a importância da inclusão de “parâmetros de sustentabilidade” na reforma do Judiciário. O juiz de Direito Roberto Portugal Bacellar, diretor da Escola da Magistratura do Paraná, falou sobre o conhecimento jurídico no Brasil e destacou que o juiz não defende ou combate algo ou alguém, mas que é intérprete dos princípios constitucionais. Encerrando o painel, Rômulo Sampaio expôs suas experiências acadêmicas no Brasil e nos Estados Unidos, enfatizando a importância do pensamento em detrimento da resposta certa ou errada.
Durante o painel “Poder Judiciário e Planejamento Estratégico”, Ivete Rossoni, diretora de Recursos Humanos do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), falou sobre os desafios da gestão de pessoas e apresentou ações bem sucedidas implantadas pelo tribunal. Karin Kassmayer comparou o Judiciário brasileiro ao alemão, delineando tendências no país europeu e a multidisciplinaridade para a atuação do juiz. Sandra Elena, representante da ONG argentina Fores, Foro de Estúdios sobre la Administración de Justicia, mostrou o trabalho desenvolvido há 32 anos pela organização e os projetos em andamento.
No final da tarde, o Congresso Internacional foi encerrado com os painéis “Poder Judiciário e Tecnologia”, coordenado pela juíza Flávia da Silva Xavier, presidente da Associação Paranaense dos Juízes Federais - APAJUFE, e “Casos de Sucesso do TRF da 4ª Região”, com a participação do desembargador Paulo Afonso Brum Vaz, diretor da Escola da Magistratura do TRF4, e dos dois juízes federais vencedores de Prêmio Emagis de Gestão.
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